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FLASH • Setembro 2022 SETOR PASTORAL JUVENIL Salesiani di Don Bosco • Sede Centrale Salesiana
É uma questão de articular «conhecimen-
to» (que vem da experiência) e «estratégias»
concretas (que vêm de decisões táticas). Sobre
isso, vale a pena notar:
O contexto do trabalho salesiano é mui-
to importante. Estamos falando de um resu-
mo de 2 ou 3 páginas. Explicar a realidade, a
estrutura educacional, cultural, social e pasto-
ral à qual se faz referência é o primeiro passo
no desenvolvimento de um processo de pla-
nejamento. Não se trata de um fato estatísti-
co. A definição das premissas é necessária para
quem lê o projeto, é um ato de transparência
para com aqueles que você pretende envolver.
As diferentes maneiras de ler a realidade e
os significados atribuídos a ela levam a dife-
rentes conhecimentos, diferentes hipóteses
e, às vezes, métodos operacionais contrários;
é, portanto, essencial explicitar e comparti-
lhar as principais preocupações/desafios da
realidade. Não se trata de realizar um estu-
do sociológico, mas de definir e redefinir o
que nos desafia: como em todas as áreas da
experiência humana, não é possível mudar o
que não é refletido (= conhecido). Sem esta
consciência comum prévia, existe o risco de
que as ações operacionais sejam inconsisten-
tes, dispersas e repetitivas. O PEPS não nas-
ce do nada, mas da história (positiva e nega-
tiva) que a sdb e os leigos das obras vivem
dia a dia, individualmente e/ou em grupos.
A história do trabalho salesiano hoje se
desenvolve em um período histórico espe-
cífico e em um território específico. Existe
o risco de conceber e elaborar «ideais»,
mas objetivos, processos ou ações ocasio-
nais e dispersos, que se repetem aqui e ali,
sem visualizar e entrelaçar as questões mais
urgentes. Nossos projetos devem ser conce-
bidos e implementados dentro de «contextos
reais» de vida, expressos, escritos e refletidos.
Desta «sabedoria» emergem os pontos prioritá-
rios de atenção e trabalho para todos, os envol-
vidos do projeto. Eles correspondem à situa-
ção do trabalho salesiano e são considerados
geradores de recursos apostólicos: é a parte
unificadora que atua como polo de referência
e convergência para a programação das dife-
rentes áreas e setores da animação pastoral.
A renovação dos ambientes e setores de ani-
mação pastoral é uma questão de decisões e
escolhas táticas e concretas. A implementa-
ção de um projeto pastoral é feita através de
ações, pensadas e não de etapas improvisadas,
simples e conectadas. Para isso, é preciso ter
cuidado na formulação das intervenções pre-
cisas. A questão desta parte é: como opera-
cionalizar cada um dos processos propostos
através de uma INICIATIVA ou de uma AÇÃO
CONCRETA (ou SÉRIE DE AÇÕES). Intervenções
apropriadas refletem um grande contato com
situações «provocatórias» que ajudam a refletir
e a ver o que é essencial nos ambientes, quais
são os aspectos centrais da prática.
Em resumo: a organização dos diversos
setores da ação pastoral de forma coerente
e a busca de uma unificação indispensável
de vontades em torno de uma única missão
tornaram cada vez mais clara a importância
e a necessidade de uma pastoral orgânica.
As exigências mais importantes da pastoral
organicamente planejada são, por um lado,
dar a toda ação pastoral um caráter evangeli-
zador (unidirecionalidade). Isto implica exigir
a união e coordenação do trabalho de todos
os agentes pastorais e promover a conver-
gência de ação de todos os agentes em cada
um dos setores pastorais. E, por outro lado,
programar a ação, estabelecendo os objetivos
a serem alcançados, escolhendo os meios a
serem utilizados e estabelecendo uma dis-
tribuição e promoção racional dos recursos
humanos e materiais disponíveis, adequada
às necessidades do momento e do contexto
em que se realiza.
Pe. Miguel Angel García Morcuende
Conselheiro Geral Pastoral Juvenil
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